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PT/Itajubá terá candidatura própria em 2012_NOTA OFICIAL

18 de abril de 2011 8 comentários

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Itajubá, reunido em 09 de abril de 2011, discutiu e aprovou as seguintes deliberações:

 O PT integrou a “COLIGAÇÃO JUNTOS POR ITAJUBÁ”, juntamente com os partidos PHS, PR, PSL e PTB, com o objetivo maior de trabalhar, ombro a ombro, pelo desenvolvimento econômico e social de nosso Município.
 Nesta eleição vitoriosa, entendemos que a Coligação firmada em Itajubá entre estes partidos é o cerne do atual governo, cujo mandato é exercido pelo Prefeito Dr. Jorge Renó Mouallem, do PTB, tendo como vice Laudelino Augusto do PT. Nós fizemos parte desta aliança com objetivos claros de ganhar as eleições e, posteriormente, dar suporte à governabilidade desta gestão, por entender que esta era a melhor opção para Itajubá. Colaboramos no que foi possível e naquilo que fomos impelidos para que este projeto de desenvolvimento para Itajubá fosse implementado, pavimentado em muitos aspectos pelos oito anos de conquistas sociais do governo do presidente Lula. Malgrado as conquistas alcançadas, ainda há muito o que se realizar, principalmente, no que tange à implementação de políticas públicas sociais. Constatamos que há certa fadiga pessoal, política e material desta coligação, que está prestes a completar quatro anos governando Itajubá.
 Enfim, ao final deste ciclo, nos impusemos uma nova reflexão sobre o processo sucessório municipal de 2012.
 1 – O Partido dos Trabalhadores reafirma sua co-participação no governo municipal Dr. Jorge e Laudelino, no encaminhamento de políticas públicas inclusivas para os setores de baixa renda e na busca de um plano de sustentabilidade econômico e social neste último ano de governo, inclusive com a participação de nosso líder na Câmara Municipal, o Vereador Paulino Abranches, para discutir e encaminhar quaisquer questões relevantes para o município;

2 – Todavia, o Diretório Municipal, instância de relevância democrática e importância política, aprovou, em sua maioria, que o Partido dos Trabalhadores, a partir de discussões qualificadas com a militância e outros atores políticos, construa sua candidatura própria para o executivo municipal para as eleições de 2012. Temos uma leitura política que indica que chegou o tempo de conduzirmos um bloco de partidos de esquerda e centro-esquerda que proporcione a Itajubá a possibilidade de ser governada pelo PT, assim como o Brasil foi com o ex-presidente Lula e hoje continua sendo com a presidenta Dilma.

Enfim, a deliberação abonada em construir candidatura própria ,sem rompimento, reafirma a vocação petista e sua legitimidade para apresentá-la à sucessão no próximo pleito municipal, assumindo o protagonismo dentro de uma possível coalizão de esquerda e centro-esquerda.

Trabalharemos dialogando e somando esforços com todas as forças políticas que têm projetos maiores do que apenas disputar eleições ou somente ocupar o poder. Reiteramos, enfim, que com coragem de mudar e beneficiando primeiro os que mais precisam, construiremos uma candidatura com vistas em um governo democrático e representativo que estabeleça a relação entre representantes e representados.

Itajubá, 14 de Abril de 2011

 DIREÇÃO MUNICIPAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DE ITAJUBÁ

Partido dos Trabalhadores de Itajubá

16 de abril de 2011 Deixe um comentário

Nessa última quinta feira o vereador Paulino Abranches, presidente do PT municipal de Itajubá, leu uma nota no grande expediente da sessão do dia na câmara de vereadores em que anunciava a decisão do partido de construir candidatura própria nas eleições municipais de 2012, decisão essa que não implica em rompimento com o atual governo do qual o PT faz parte. A repercussão dessa decisão foi espantosa, sobretudo pelo fato de o Prefeito da cidade ter lançado mão de todo seu arsenal midiático para expor o seu descontentamento. Sobre isso tudo gostaria de fazer algumas ponderações pois esse é o único meio de comunicação que disponho, pois sou petista, membro do diretório municipal e acho importante publicar opinião de fora do eixo dirigente

1. O PT é um partido dinâmico e diverso que reúne mensalmente o seu Diretório municipal e outras tantas mais a Comissão Executiva. Os membros do diretório são eleitos no mesmo processo em que se elege o presidente. Portanto não cabe o questionamento sobre a legitimidade da decisão baseado no número de filiados presentes, pois a instância máxima decisória entre os encontros municipais e convenções eleitorais é o diretório municipal, que tem 25 membros titulares. Havendo quorum pode se deliberar. E no dia em que tomamos a decisão o DM estava completo, pois os titulares faltosos foram substituídos por suplentes presentes e a votação pela teve apenas uma abstenção.

2.  O Diretório Municipal toma a decisão, dá a diretriz política, mas é, em geral a Comissão Executiva que encaminha e operacionaliza as decisões. Na comissão executiva há representantes de todas as forças/correntes de pensamento presentes no Diretório, ela é proporcional. No caso específico a nota lida pelo vereador foi aprovada em reunião da Executiva Municipal, daí não cabe também o disparate de dizer que a decisão é legítima mas a forma de divulgação não é ou que se está instrumentalizando de forma pessoal a divulgação. Todos que votaram pela construção da candidatura própria sabiam o que estavam fazendo e delegamos para a Executiva escolher a melhor forma de dar publicidade para a decisão.

3. Fato importante é que o Deputado Ulysses não é membro da executiva e não participou dessa discussão, pois nem estava na cidade. Mais uma vez é absurda a idéia de dizer que essa nota e a forma de divulgá-la tem cunho pessoal, por vaidade, como o prefeito declarou com todas as letras em programa de rádio na sexta-feira dia 15/04.

4. No fim das contas, fica muito claro a tática do prefeito, de querer desmerecer a decisão do partido, personificando essa e estimulando uma oposição entre Ulysses e Laudelino. Os fatos apenas mostraram que o prefeito não respeita o partido dos trabalhadores, suas dinâmicas, tradições e processos. Opinião sobre algo que é publico todos podem ter, porém é preciso reconhecer a nossa soberania em decidir, afinal o PT é dos Petistas.

5. A decisão não foi intempestiva, como alguns quiseram fazer crer, pelo contrário, foi debatida à exaustão, por diversas vezes, essa rodada de discussão tem pelo menos 4 meses.

6. Acredito que essa decisão foi a melhor e abre o processo de debate sobre Itajubá. O que está bom? O que está ruim? o que poderia melhorar no que está sendo feito? O PT não rompeu com o governo e continua, através do vice-prefeito e do vereador, dos quadros que estão lá a trabalhar para fazer o melhor, mas quando se coloca uma candidatura na praça são essas perguntas que devem nortear o debate. A reforma política está ai e pode muito bem impor cenários surpreendentes para 2012, a cidade precisa sacudir a poeira e pensar no que fazer pra melhorar, porque como está não pode ficar. Muda Itajubá!

Eleições 2010: Uma análise…

7 de outubro de 2010 2 comentários

Nesse ultimo dia 03 de outubro os brasileiros compareceram às urnas para decidir seus representantes para os próximos 4 anos. Em Minas e boa parte dos estados está tudo resolvido. No Plano Nacional ainda resta o segundo turno. Apesar de ter muita coisa que poderia ser dita, sobre as eleições majoritárias e do ponto de vista estadual, quero me ater a uma análise dos resultados a partir do recorte local, ou seja: a partir de Itajubá, pois essas eleições abrem ou fecham, muitas janelas para 2012. Por essa janelas é que as lideranças partidárias olharão durante o ano de 2011 e em 2012, até junho.

Bom, comecemos pelo óbvio. Os grandes vitoriosos, politica e eleitoralmente, dessas eleições são os petistas, pois arrecadaram uma votação extremamente expressiva na cidade, chegando a marca de 15470 votos se somados todos os petistas votados na cidade, e de quebra elegeu um de seus candidatos à deputado estadual, que obteve só na cidade 10 936 votos, o que significa 22,13% dos votos. Se somar os votos do outro candidato, Laudelino, o percentual chega a expressivíssimos e arredondados 28% dos votos. Leia mais…

Desafios…**

23 de maio de 2010 1 comentário

Por Lucas Cassab*

Quando o criador do blog Lendo o Mundo me convidou para escrever artigos semanais, me senti desafiado. Tentarei contribuir para o blog e para minha disciplina de escrever.

Há duas semanas atrás, em reunião da juventude do bairro Santa Cruz, na Zona Norte de Juiz de Fora, um companheiro afirmou que as escolas deveriam ficar abertas no final de semana para atividades sócio-culturais da comunidade. Diferente de como é hoje, a critério das prefeituras e dos diretores. Com este gancho, podemos começar aqui uma discussão importante: a necessidade de um estado mais uniforme, respeitando as diversidades brasileiras.

Não cabe aqui fazer um resgate histórico. É fundamental, mas falta espaço e pesquisa. Por isso, vamos partir da década de 90.

Durante os “anos perdidos”, ocorre uma avalanche ideológica de deslegitimação do estado. Um estado sem penetração, uma burguesia nacional sem projeto de sociedade, uma burguesia cada vez mais internacionalizada, movimentos populares em reorganização (após o assassinato de uma geração pela ditadura) fizeram com que a onda de desmonte do estado tomasse de assalto a sociedade. Deixamos de pensar o país, para, no máximo, pensar o nosso bairro.

Com o crescimento dos movimentos populares, representados pelo PT, fizemos a crítica a esse modelo de “não-estado”.  Com a criação de uma nova governança, a partir do povo organizado, decidindo e intervindo sobre seu futuro, tanto no legislativo, com inúmeros mandatos coletivos, como no executivo, através do orçamento participativo e do fortalecimento dos conselhos, os movimentos conseguem ganhar o debate na sociedade e elegem um presidente.

Conseguimos fazer com que o estado apareça para a sociedade, tanto para o povo como para a burguesia. Implantamos políticas universalizantes, destacando-se na questão de renda mínima e política assistencial. Mas não conseguimos a presença uniforme do estado nas questões educacional e de participação popular.

Em relação à educação, tema escolhido para este artigo pelo companheiro de Santa Cruz, precisamos colocar:

- realizamos um programa universitário com uma única meta: ter mais alunos. Não pensamos um projeto de reorganização da educação e no papel da universidade na sociedade. Muito menos na gestão. Continuamos à mercê de cada gestor, que inclusive, pode até se negar a realizar a expansão.

- no ensino médio e fundamental, avançamos pouco com o programa Escola Aberta, que ainda não foi expandido para o interior. Ou seja, em termos de uma universalização do estado, na área educacional, ainda estamos deixando a desejar.

Em resumo, não conseguimos avançar na gestão do estado. Não conseguimos, minimamente, modificar na essência, através de mecanismos permanentes, a gestão. É claro, que como estamos no poder, mudamos totalmente a relação política, temos uma relação mais republicana com os municípios e estados, com os movimentos, porem não conseguimos transformar isso em atitudes permanentes. Não se tem a obrigação, em outro governo, de seguir o que estamos fazendo.

Esse será um grande desafio de um governo Dilma, conseguir avançar na gestão do estado, atualizar seus mecanismos decisórios, transformar num estado mais uniforme e presente na vida das pessoas.

*Trabalhador do Banco do Brasil, Dirigente da CUT de Juiz de Fora.

**O Lendo o Mundo é um espaço colaborativo e publica artigos de parceiros interessados em divulgar suas leituras do mundo conosco.

Entrevistando…Ulysses Gomes

19 de maio de 2010 8 comentários

Ulysses Gomes (PT)

O Lendo Mundo traz pra o “Entrevistando…” a incumbência de dar voz a pré-candidatos a deputado estadual e federal que são próximos da cidade natal do blog, Itajubá/MG, num processo de contribuir para que os (e)leitores, possam escrever a história com suas próprias mãos através das urnas. Abrimos esse projeto com uma entrevista exclusiva do pré-candidato a deputado estadual pelo PT, Ulysses Gomes. Boa leitura a todos e todas…

LM: Ulysses, pra começar essa nossa conversa, fala pra mim e para os leitores do Lendo o Mundo, um pouco sobre você, sua trajetória de vida pessoal…

Rafael, eu sou itajubense, tenho 32 anos, sempre morei aqui na cidade, onde comecei cedo a defender as coisas que eu acreditava. Eu ingressei nas pastorais da igreja católica porque fui formado nela e era o espaço em que se podia defender as causas sociais, lutar pelos direitos de todas as pessoas. Me formei no Senai, fui metalúrgico, vereador pelo PT, me envolvi visceralmente com a causa da criança e do adolescente, tendo trabalhado nisso local e regionalmente. Ao assumir a assessoria do mandato do meu amigo e deputado federal Odair Cunha, ampliei minha atuação no Sul de Minas. Percorri cada canto dessa região, conhecendo a realidade das comunidades, encaminhando projetos em Brasília. É uma experiência maravilhosa poder contribuir, de verdade, com a melhoria da vida das pessoas. É o que tenho feito desde sempre. Leia mais…

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