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Posts Etiquetados ‘Greve’

EM DEFESA DA FASUBRA E PELA RETOMADA DO EIXO CENTRAL DA GREVE

24 de julho de 2011 Deixe um comentário

A FASUBRA e sua categoria vive um momento delicado,  redobrando nossas responsabilidades, na busca da construção de alternativas e estratégias para evitar a derrota de 2005, quando a Greve saiu do foco de interesse da categoria, para disputas político-partidárias, agressões, calúnias e provocações.

A limitação da avaliação atual do CNG, centrada apenas no marco de ações radicalizadas e calúnias, demonstra a fragilidade das mesmas, sem apresentar a categoria os cenários e o que fazer para convencer o governo acerca das nossas proposições. Além disso a construção do Jornal da Greve, com informações questionáveis de nossas conquistas históricas  e avaliações unilaterais, demonstra que precisamos colocar o movimento no trilho.  A Greve está fora do rumo,  como numa luta do “vale tudo”, desde ataques verbais a secundarização do  eixo da Greve. Leia mais…

GREVE PRA QUE?

16 de julho de 2011 Deixe um comentário

Há pouco mais de um mês atrás a FASUBRA-Sindical deflagrou greve após a decisão de uma plenária nacional claramente dividida (apenas 2 votos de diferença). O campo CUTista (Tribo, CSD e independentes) e a CTB (Central Sindical dos Trabalhadores Brasileiros) avaliaram que a entrada em greve era precipitada, pois estávamos em processo negocial, inclusive com reunião marcada para o dia 07 de junho, um dia após a data prevista para a deflagração da greve (06/06). Mesmo com um placar que poderia ser considerado um “empate técnico” e que poderia ter sido remetido às bases para nova rodada de discussão, esses campos entenderam que a decisão da maioria deveria ser encaminhada. Dessa forma, embora pensassem que houve precipitação, voltaram para a universidade para defender e construir unificadamente a greve da Fasubra, cuja pauta de reivindicações era formada por 4 pontos que lembramos aqui, todos, obviamente, demandam alocação de recursos no orçamento:

1. Apresentação de recursos orçamentários para serem alocados no piso da Tabela Salarial para 2011 ou 2012;

2. Propostas que resolvam a questão do VBC e reposicionamento de aposentados, com ampliação de direitos para 2011;

3. Avanços nas propostas que possibilitem resolução sobre a racionalização de cargos, conforme deliberação de plenária da Federação, ainda em 2011;

4. Resolução do Anexo IV, com ampliação de percentual horizontal para todas as classes e reajuste dos benefícios, a partir de 2011.

Após a deflagração da greve o MPOG suspendeu as negociações. Daí a greve passou também para um patamar em que o ponto zero da nossa pauta era a reabertura de negociações, inclusive com atividades do comando nacional de greve junto aos parlamentares, para que esses intercedessem para que o MPOG retomasse as negociações.

Os Técnico-Administrativos da Unifei quando fizeram a primeira discussão sobre a entrada na greve, antes da plenária nacional do dia 01 de junho optaram por não tomar posição e aguardar a decisão da plenária, para então acompanhar. Na assembléia para a deflagração da greve embora houvesse uma avaliação de que a greve era precipitada e que não se tinha uma boa mobilização para o movimento paredista, a categoria definiu por unanimidade acompanhar o indicativo aprovado na plenária nacional. Foi quando cheguei ao Comando Nacional de Greve como delegado da Assefei.

No comando nacional havia a expectativa de se receber um documento do ministério do planejamento, citado inclusive pelo ministro da educação quando recebeu em seu gabinete o comando nacional de greve, comprometendo-se a fazer gestão junto ao MPOG para reabrir as negociações, já que esse ministério tinha como posição a não reabertura de negociação e a judicialização da greve. O ofício chegou no dia 06 de julho e foi objeto de avaliação no CNG no dia 07 de julho.

Como deve ser sabido por todos, o rito democrático na Fasubra funciona da seguinte forma: Diante de um fato novo no comando, o comando faz avaliação e delibera sobre um indicativo, uma orientação que seguem para as assembléias de base, as quais definem se aceitam ou não, da mesma forma que ocorreu com o indicativo de greve, que foi aprovado numa plenária nacional e as bases avaliaram se aceitavam ou não e em que ritmo.

Mas o que aconteceu quando o documento chegou? Os campos de oposição vazaram o documento para as bases pela internet e antes que pudesse ter uma avaliação do CNG, algumas entidades fizeram análise do documento e começaram a enviar posicionamentos ao CNG antes da abertura da rodada de assembléias. Porém essa movimentação não chegava oficialmente ao CNG por Informes de Base, mas por telefonemas aos delegados, inclusive durante a reunião de avaliação, que durou cerca de 8 horas, com o claro intuito de tumultar o processo e criar fato para usar politicamente depois, pois estava mapeado que delegados favoráveis à suspensão da greve eram maioria. Mesmo diante disso, a posição pela suspensão venceu por 52 a 47.

E o que aconteceu então? Os vencidos se unificaram e foram construir a posição da maioria (suspensão da greve), como fizeram o campo CUTista e a CTB no momento da deflagração da greve??? NÃO!!! Após a votação um fato anunciou o que viria pela frente, alguns delegados do campo CUTista começaram a entoar grito de guerra chamando para a unidade “Fasubra unida, jamais será vencida”, enquanto a oposição em clara postura de divisão respondeu com “vai perder na base”.

A oposição na Fasubra, formada pelas chapas Vamos a Luta/Intersindical e Base/Conlutas passaram a disseminar na internet uma corrente de mentiras e informações com o intuito de confundir a categoria e ganhar no grito a posição que perderam no comando nacional de greve. Ao invés de refletir sobre os rumos do movimento e os objetivos da greve fecharam-se num discurso maniqueísta que polarizava, na visão deles, governistas e revolucionários, além de utilizar-se de uma campanha de difamação de diversos dirigentes e militantes de base da categoria, chamando-os na internet e nas assembléias e em carros de som de adjetivos como traidores, pelegos e outros de mais baixo tom, ficando então impossível a unificação da Fasubra, uma vez que enquanto um grupo, quando perde compõe, unifica e constrói a greve, outro quando perde, estimula a desinformação, a confusão e o desrespeito e a divisão ao invés da unificação e o interesse da categoria.

Mas qual é o interesse da categoricom essa greve? É derrubar governos? É derrubar a maioria da direção da Fasubra, com vistas em ganhar a próxima eleição da federação? É desqualificar e difamar direções sindicais em entidades onde se é minoria, inclusive com invasão de base territorial, como aconteceu entre o SintUFF e o SintUFRJ?

Ou o interesse da categoria é obter resultados salariais positivos, melhorias na carreira e nos benefícios? Acabar com a terceirização e retomar concursos para todos os cargos? Defender a Universidade Pública através da valorização dos servidores públicos?

O que é melhor para a categoria, continuar em greve com nenhuma perspectiva de ganho ou suspender a greve e garantir uma possibilidade de ter ganhos reais para o próximo ano? Todas essas perguntas estiveram presentes em nossa avaliação durante o tempo que tivemos no CNG e influenciaram nossa decisão que tivemos lá, defendemos para o CLG e ainda defendemos.

Em nosso entendimento o documento enviado pelo ministério do planejamento e assinado pelos secretários nacionais de educação superior e de relações de trabalho trazia fatos novos objetivos, além de criar condições subjetivas melhores das que havia no início das negociações:

Objetivamente:

HAVIA DISPOSIÇÃO PARA RETOMADA IMEDIATA DAS NEGOCIAÇÕES

HÁVIA PRAZO DEFINIDO

HÁVIA COMPROMISSO EXPRESSO EM GARANTIR GANHOS SALARIAIS NO PCCTAE

Consideramos condições subjetivas melhores o apoio expresso à nossa pauta de interlocutores importantes como os reitores e parlamentares, além do compromisso do relator do orçamento (Dep. Gilmar Machado/PT-MG) da presidente da comissão da educação (Dep. Fátima Bezerra/PT-RN) e do Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad de lançar mão de todos os esforços possíveis para garantir um processo negocial vitorioso para a categoria dos técnicos administrativos em educação.

Diante dessas questões, é que continuo defendendo a suspensão dessa greve, pois além de ter a responsabilidade de indicar à categoria o melhor caminho a ser seguido agora para garantir ganhos, não podemos permitir que nossa federação seja instrumentalizada, aparelhada por grupos e partidos que tem no horizonte não o interesse da categoria, mas a autoconstrução de suas organizações políticas através do desgaste do governo e dessa direção da federação.

CNG Fasubra aprova análise política da Greve até agora.

30 de junho de 2011 Deixe um comentário

O CNG – FASUBRA, reunido em 28 de julho de 2011, a partir dos relatos dos(as) delegados(as)  de base, avalia que, sem dúvida existe ampla adesão dos trabalhadores(as) à Greve demonstrando que o movimento se  fortalece, rumo a conquistas efetivas que dialoguem com  o eixo da pauta apresentada pelos trabalhadores(as) técnico-administrativos em educação das IFES. Prova desta ascensão do movimento, é a participação ativa dos (as) trabalhadores (as) que se encontram em estágio probatório.

Com 22 dias em greve, o CNG e os CLG´s têm desenvolvido atividades envolvendo parlamentares, reitores, conselhos universitários, movimento sindical e estudantil, setores organizados da sociedade, na busca de apoio à Greve e mediação junto ao governo pela abertura de negociações. Resultado desse esforço foi realização da reunião com o Ministro da Educação Fernando Haddad, que se comprometeu a mediar junto ao Ministério do Planejamento, na busca de alternativas para superação do impasse. No entanto, até a presente data, não houve qualquer sinalização do governo em apresentar uma contraproposta em relação à pauta protocolada pela FASUBRA antes da deflagração do movimento grevista.

Após intenso debate, o CNG ainda não aprofundou a compreensão do que determina para a categoria “abertura de negociação” com o governo.

O CNG trabalha com a expectativa da entrega de um documento pelo  Governo que apresente um novo calendário de negociação ou  avanços na pauta de reivindicações que proporcionem a diminuição das distorções salariais no funcionalismo.

Neste contexto, o CNG orienta o fortalecimento das ações de greve nas bases; reafirma a construção de atos unificados nos estados com os SPF´s no dia 05 de julho – Dia Nacional de Luta;  o fortalecimento e a unidade do CNG mantendo a categoria informada acerca de suas orientações

TRABALHADORES DA UNIFEI EM GREVE A PARTIR DE HOJE (21/06)

21 de junho de 2011 Deixe um comentário

NOTA À IMPRENSA E À COMUNIDADE

Servidores em assembléia aprovando a greve por unanimidade (Foto: Denise Sório)

A FASUBRA-SINDICAL (Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras) à qual o ASSEFEI-Sindicato dos Servidores da UNIFEI é filiado, sempre buscou a negociação com todos os governos, mesmo naqueles da ditadura militar. Com esseintuito, desde a assinatura do Termo de Compromisso da greve de 2007, vem buscando insistentemente dar seqüência aos itens que ficaram pendentes, aos quais o governo assumiu solucionar. Infelizmente,nas várias reuniões realizadas entre a FASUBRA e representantes do governo, as negociações não se estabeleceram ou não avançaram e nenhuma resposta foi dada às várias reivindicações apresentadas ao MEC e Ministério do Planejamento.

A FASUBRA tentou de todas as formas avançar nas  negociações, mas unilateralmente o governo  cancelou  o processo negocial quando cancelou a  reunião prevista  para o ultimo  dia 07 e as demais agendadas.  Em 2011 os servidores das Universidades Federais  não tiveram nenhum reajuste  e estão correndo o mesmo risco para 2012.   Diante disso não restou outra  alternativa, senão a GREVE, que já atingiu 49 Instituições Federais de Ensino. Os Servidores Técnico- administrativos da UNIFEI, reunidos em assembléia geral,  17/06/2011,  deliberaram por aderir ao movimento  à partir das 17:00 horas (dezessete horas) do dia 21/06/2011, reivindicando abertura de diálogo com o governo,realização de concursos públicos , fim da terceirização,valorização da carreira e dos salários com a garantia de reajuste e direito à data-base, tendo em vista que o piso salarial dos Técnico-Administrativos em Educação é o menor de todo o Executivo Federal.

Contamos com a compreensão e apoio da comunidade, pois essa luta não é somente nossa e sim de todos, que querem uma universidade melhor .

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